Relato: Acampamento na Ilha do Barba Negra

Depoimento básico de Gerson Wizer, com pitadas do Jair Romagnoli

A expedição foi uma verdadeira epopeia náutica e terrestre. Já na largada, carro estragado (furou o radiador de água quente), mas um conserto relâmpago à la Maguiver resolveu o problema. Tivemos algumas baixas de última hora, mas ao todo somamos 14 remadores em nove barcos que se aventuraram nesta expedição. Para muitos dos participantes, a ilha era novidade.

A remada do sábado foi completa, um pouco de vento, sol, frio, calor e umas ondinhas. Iniciamos às 9:45, fizemos uma primeira parada na ilha do Junco. Nesta parada, fizemos uma pequena cirurgia no pé de um remador (o mais feio que eu já vi, diga-se de passagem … ) para retirada de um espinho. Resolvido e superado o susto da visão do pé feio, seguimos para a ponta escura onde fizemos a parada do almoço. Neste momento rolou um salutar e delicioso escambo das diversas iguarias que o pessoal levou.

Depois do almoço, iniciamos o trajeto até a praia da Sepultura, na Ponta da Formiga. Como estávamos um pouco atrasados em relação ao horário, optou-se por implementar um sistema de reboque para aumentar a velocidade média do grupo. Fizemos o trajeto com o grupo mais coeso e aportamos na praia da Sepultura por volta das 14:30 para uma relaxante parada de trinta minutos, onde foram tiradas várias e belas fotos do local.

Os últimos cinco quilômetros até a ilha do Barba Negra foram vencidos com águas calmas e um sentimento de objetivos alcançados. Neste trecho cada um atingiu seu ritmo próprio. Aportamos na ilha por volta das 16:10, bem dentro do horário previsto, o que nos permitiu escolher um excelente local para acampamento, e catar bastante lenha para o churrasco da noite. Churrasco, causos e piadas.

De madrugada, chuva, trovoadas e barracas encharcadas. Após a noite tempestuosa, fomos brindados com um dia perfeito para o retorno. Segundo o remador Jair Romagnoli, “ … se a tempestade continuasse, seria apenas o aumento de adrenalina, e mais importância daria a aventura. Para mim e o Germano, que estamos na melhor idade, foi mais um retorno a uma bela paisagem. A remada foi tranquila com esforço moderado. O mais dificil sempre é a decisão de sair para uma remada com previsão de mau tempo. Depois, quando já se está exposto aos rigores da natureza, só resta dominar seus temores.

Às 8:20 partimos da Ilha do Barba. O retorno foi tranquilo e rápido. Os remadores trocaram de lugar nos caiaques duplos e a velocidade do grupo aumentou. Não houve necessidade de reboque Na última parada para descanso, Jair e Alvares deixaram o grupo e seguiram na frente até Itapuã.A diferença de tempo final foi pequena. Quando o grupo chegou na vila de Itapuã, Jair e Alvares estavam arrumando as tralhas na camionete.

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