Relato: 1o Workshop de Construção de um Remo Groenlandês Ocidental

O evento aconteceu no fim de semana de 15-16 de junho de 2014, na residência dos caiaquistas Maria Helena Gravina e Trieste Ricci, no bairro de Ipanema, Porto Alegre. Iniciativa do colega Leonardo Esch, o workshop teve 7 participantes:Alvares Fernando Silveira, Gildomar Tambeira, Jair Romagnoli, Leonardo Esch, Marcos Gris, Pablo Gringoletti e Trieste Ricci. Num clima de concentração e (muito) barulho, a atividade teve início às 9:00 de sábado, prosseguindo tarde adentro após o almoço, e pela manhã do dia seguinte. Cada um levou as ferramentas que possuía e, num clima de camaradagem, o pool de ferramentas reunidas foi compartilhado por todos. O colega Leonardo confeccionou um adesivo comemorativo do evento, com o logotipo da Quajaq Brasil, que é um grupo em formação que pretende aprender, divulgar, ensinar e compartilhar conhecimentos sobre o caiaque tradicional groenlandês e as construções alternativas de caiaques e equipamentos. Leonardo também providenciou para todos uma cópia impressa do artigo de consulta utilizado, o já clássico Making a West Greenland Paddle, de Chuck Holst, juntamente com a tradução do mesmo para o português, realizada por Trieste Ricci e Leonardo Esch. Este artigo pode ser copiado do link  http://www.qajaqusa.org/QK/makegreen2.pdf, e sua tradução pode ser encontrada no link ARTIGOS desta homepage.

LOGOTIPO DA QAJAQ BRASIL

Cinco dos remos foram construídos a partir de uma peça de caixeta, madeira de fácil aquisição em madeireiras da cidade, de cor clara e bastante leve. Nas fotos abaixo, pode-se ver 2 dos remos construídos de caixeta, dos colegas Alvares e Pablo. Dois dos participantes, Leonardo e Trieste, experimentaram construir seus remos a partir de um “sanduíche” de lâminas de madeiras diferentes, tanto em dureza e densidade quanto em cor. Esses sanduíches foram previamente preparados, colando-se lâminas de diferentes madeiras com resina epóxi (cristal), pressionadas fortemente umas contra as outras por 7 “sargentos” metálicos grandes. Foi preciso esperar mais de 24 horas para que a cola secasse completamente, garantindo assim que as lâminas não se soltassem durante a confecção do remo. As madeiras utilizadas foram caixeta, cedrinho, piquiá, cedro rosa e cumaru, sendo que as últimas três são madeiras de lei importadas de Rondônia e adquiridas na madeireira Rondosul, zona norte de Porto Alegre. Dentre elas, a mais dura e densa é a cumaru, também conhecida no RS como “ipê champanhe” por sua cor castanha escura. Por tais características, a cumaru é muito boa para dar resistência ao remo e para a confecção das pontas e das laterais das pás. Além de cheirosa!

Apenas um remo foi terminado durante o workshop, porém. A etapa de finalização e pintura foi realizada na casa de cada um. Até a presente data, temos notícia de que 3 que dos 7 remos já foram finalizados (veja fotos abaixo), e de que mais um (do colega Leonardo Esch) está praticamente terminado.

É provável que aconteça outro workshop do gênero. Tudo vai depender do interesse manifestado pelos colegas remadores, de haver um número mínimo de interessados e da disponibilidade de um local para a realização da atividade.

Alvares rema com seu groenlandês no Guaíbão
Alvares 2
Remo do Alvares
Era assim inicialmente
“Sanduíche” de madeira do Trieste, já com a ponta em meia-lua colada junto.
Groenlandês novo
Como ficou a ponta depois de pronta
IMG_4067
Remo de Trieste finalizado
Gildo 1
Gildo ainda no início da construção

Gildo 2

Pronto!

Pablo e seu remo no Laranjal
Gildomar Tambeira
Gildo Tambeira e seu remo novo

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